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No +TV Fórum (https://teletime.com.br/paytvforum), o avanço no combate à pirataria audiovisual no Brasil e adoção acima do esperado de parabólicas digitais para distribuição de conteúdo via satélite foram consideradas pela Sky como boas notícias para o segmento, apontou Gustavo Fonseca, CEO da operadora.
O executivo participou nesta quarta-feira, 12, do primeiro dia do evento promovido por TELETIME e Telaviva em São Paulo. "Nós evoluímos muito como sociedade e estamos parando de falar da pirataria como justiça social. As pessoas estão finalmente entendendo que é crime organizado", declarou.
Segundo o executivo da Sky, iniciativas de combate à pirataria na Anatel, Ancine e dentro da indústria são responsáveis pela mudança, ao atacar a disponibilidade de serviços. Entre trunfos recentes, Fonseca mencionou a derrubada de operações clandestinas de TV paga, incluindo uma que reunia milhões de assinantes e até mesmo contratos vigentes com programadores.
Outra surpresa mencionada pela operadora - e que estaria ajudando uma recuperação no consumo da TV tradicional - foram as parabólicas digitais para recepção de sinal via satélite (TVRO). O segmento foi classificado como subestimado por Fonseca e já teria 18 de milhões de assinantes no País (parte deles da Sky, que não divulga a própria base).
"Há cidades onde todas as casas têm antena TVRO da banda Ku", afirmou Fonseca. A empresa tem acompanhado o movimento e comercializado a Nova Parabólica para recepção dos canais abertos de TV, em uma porta de entrada para venda de serviços, incluindo pré-pagos.
Streaming e SeAC
No mercado de streaming, Fonseca destacou a plataforma do grupo [Sky+] , ofertada de maneira própria e ao lado de ISPs parceiros. A Copa do Mundo de 2026 foi um marco importante para o serviço na América Latina (em outros mercados ele é comercializado como DGO).
"Do último Mundial para cá nós mais do que dobramos a base e triplicamos vendas comparáveis", afirmou o executivo da Sky - reconhecendo que o "calor" foi um pouco menor no Brasil, que teve transmissão gratuita da grade completa da Copa no Youtube. Já em países vizinhos, a demanda "explodiu".
Neste sentido, Fonseca classificou como uma "jabuticaba" a legislação brasileira para TV por assinatura que limita a produção e aquisição de conteúdo (incluindo esportivo) pelas operadoras do serviço. Em outros mercados da América Latina, canais do grupo transmitiram jogos do torneio.
"O SeAC como um todo caducou e já deu o que tinha que dar", afirmou Fonseca, sobre a lei da TV paga. Ele criticou assimetrias tributárias e regulatórias, como prazos onde fica garantida a manutenção do serviço em situações de inadimplência - algo que não ocorre em serviços de streaming.
Internamente, a Sky tem perseguido uma busca de eficiências para redução de custos fixos e garantia da rentabilidade da operação. Uma das ações em curso é a adoção generalizada de inteligência artificial em canais de atendimento, substituindo URAs.
Convergência
A Sky faz parte da holding Waiken, veículo do grupo Werthein para negócios de mídia, telecom e tecnologia na América Latina. A holding lançou recentemente a Sky Móvel, operadora móvel virtual (MVNO) que tem sido peça em uma estratégia de combos com conteúdo.
O triple play também inclui a banda larga. Segundo reconheceu Fonseca, a tentativa com a marca Sky no segmento não foi como a empresa gostaria e como o mercado de banda larga está muito competitivo, o grupo preferiu adotar a estratégia inorgânica, tendo a Zaaz como plataforma de consolidação.
Com informações do site Teletime, do dia 12 de Agosto de 2026.
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